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sábado, março 31, 2007

Ana Rüsche

La ciudad de Nuevo Laredo

tem muros velhos, dívidas

e grandes esperanças

poucas léguas do que pasa en el paso

siga o coyote

tão longe de deus


homenagem

te faço


no banheiro

rangendo o silêncio, entre ladrilhos


sobre o ancoradouro de navios no espaço

recados vencidos e

livros encomendados não prestam

pois o amor é um homem que carrega flores

e todos o olham

desde 1929 aguardo o telefonema

para que me rasgue esse pijama rosa

esculpa cicatrizes nessa boca de sorrisos

esmaltada em rótulos te espero

nas mãos desejo e nos pés fada

para esvoaçar por teus olhos pela luz rara dos loucos

a noite foi me atirar a outras carniças

empapar a face de máscaras, um olho e o outro

pé e o outro, descalços pés na calçada

o amor não se encomenda

flores nunca foram para mim



2 comentários:

diniz disse...

O que fala do banheiro é intenso e o último cheio de belas imagens .

Mão-di-Ferro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.